terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Tudo e o Nada

    O que significa “perda de tempo”? Por que estamos sempre querendo fazer algo? Será que é por saber que a morte se aproxima? Será que se tivéssemos vida eterna seríamos mais tranqüilos? Será que, quando não fazemos nada, almejando, sem obter sucesso, fazer, estamos mesmo cansados, ou infelizes, por nada fazer, necessitando mesmo realizar trabalho? Como se explica a preguiça, que tanto nos assola? Por que, estando com ela, não conseguimos fazer o que queremos, ou tudo o que idealizamos? Por que?
    Porque necessitamos de corpo para viver...? Ou será que existe mesmo vida após a morte? Então por que, vivos, não nos separamos de nosso corpo? Que leis são essas que nos foram impostas? Por que é assim, ou, tem que ser assim? Quem as criou? Deus? Quem é Deus? Quem o criou? Por que ele existe? Será que existe? Por que temos que viver? “Porque é assim”? “É o costume”? E por que estou escrevendo isso? Para quem?
    São de enlouquecer algumas perguntas que nos fazemos. Se pararmos para pensar, o tudo que conhecemos... Por que... O universo, por exemplo: por que ele é assim, perguntei-me outro dia. Por que não poderia ser diferente? Sabe... O que é a existência? E, a única palavra que me veio para expressar o tudo, esse tudo que conhecemos, foi “nada”, estranhamente, o oposto de “tudo”. Pois, pense bem... Talvez existam outras verdades, verdades coexistentes, outras leis. Infinitas verdades. Todas elas ao mesmo tempo. E, talvez, existam outros tempos. Todas as combinações de “tudo” possíveis. Tudo... Tudo isso explicaria o nada. Tudo, por ser nada. Por ilusão, meramente. O tudo como ilusão do nada. Pois, o que seria o nada? O nada é tudo. O tudo é o nada.

LML - 27.06.2005

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