segunda-feira, 4 de julho de 2011

Consulta de um Estranho

Hoje, por trás da mesa
(Já passara bem do meio-dia)
Enquanto todos cantavam suas proezas
Minha sombra, apática, desfalecia
E para todas as ilustres presenças
Minha face tornava-se fria
Mas no fundo daquele peito, podes ter certeza:
Meu coração estremecia
“Garoto, por onde caminhas?
Não olhes para baixo, posto que atormenta”

Ah! São tantos os problemas!
Contando-te, talvez sorrias
No entanto, por favor, não te enganes
Minh’alma é triste e sombria
Queria mostrar-te meu coração
Arrancá-lo do peito. Como queria!
Destruído... Arruinado...
Enquanto todos cresciam em felicidade
Riam, brincavam pelo pátio
Timidamente, eu me escondia

Agora, observo da varanda...
Pela praça, todos se divertem
Final de semana, o sol os encanta:
Crianças, ciclistas, pedestres
Todos brincam, todos crescem
E a vida passa sem pensar
Eu vivo em sonhos... nada mais
Queria dormir para sempre
Viver das mais belas utopias
Onde, intensamente, pudesse amar


Obs.: Essa poesia enviei para participar de um concurso literário no fim de 2010. Ela marca bem o meu estilo poético, pela forma de escrever, pelas técnicas empregadas etc. Espero que gostem. Abraço!

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