quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Soterrado

Soterrado por camadas de terra infinitas
Abismado pelo peso do não mover-se
“Nunca mais”, pensei
Meus ossos se quebravam
Minha mente se torcia
meu coração morria
Era o fim...

Nada sobraria...
E nada mesmo teria que sobrar
Pois eu me reduzira a pó
Meu coração era mole como areia no mar
Estava depressivo...

Ah! Como é sofrido!
Sentir o mar subindo pelos ombros e não poder sair
Afogava-me em águas escuras e salgadas
Minhas lágrimas mesmas já não se conheciam
E morri...
Sim, eu morri

Mas agora estou aqui
(Lembre-se, estou ao teu lado)
E digo-lhe, para caso estejas onde estive outrora
Não tenhas medo!
Pois a dor que lhe mata aos poucos não é má
Pelo contrário, ela lhe purifica...
E, no fim, do fundo do poço
Ao morrer, tu ressuscitarás!

Eu morri...
Sim
Eu morri
Mas não de morte morrida
Pois eu aqui vivo e agora estou feliz
E tu assim reviverás



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